Hoje nas rodas de conversar, nos
meios de comunicação seja qual for ela, estará lá o Programa do Governo Federal
"Mais Médicos", tenho visto criticas de todos os lados, porém o
"Lado B" não tem sido consultado, quem é o "Lado B",
são aqueles que moram em regiões afastadas dos grandes centros, regiões
ribeirinhas, Alto Xingu, interior do Nordeste Brasileiro, interior do Acre,
Rondônia, entre outras(os). As críticas podem até tem sua relevância, talvez em
outros assunto, porém quando o assunto é saúde, amigo, não é bem assim, quem já
teve um ente querido doente, precisando urgentemente de um médico e não ter um
por perto, saberá com absolutamente o que estou tentando explicar.
Tenho notado várias classes me
mobilizarem, políticos de oposição se manifestarem contra, não estou aqui para
defender "a" ou "b", quem me conhece sabe que sempre fui
APOLÍTICO, amo a Ciências Políticas, porém a política tenho minhas convicções e
opiniões, que não cabe no momento dizer. Porém vejo que no Congresso não existe
nada que possa resolver o problema de falta de médicos, e doença não da para
ficar esperando projetos ou discussões. Os médico claro são todos contra, pois
trata-se de uma classe totalmente cooperativista, que visam apenas seus lucros,
lucro sim, pois trabalhei no CRM-DF, HFA, Hospital Mater Dei (Gama), convivi
com vários médicos durante vários anos, e a rotina deles é essa, lucro. Claro
que vocês sabem que médicos estou me dirigindo, temos nossos profissionais que
doam a vida pela profissão, pela ética, mas tem uma raça ai que quer que falte
médico mesmo para justificar trabalhar menos horas, abrir sua clínica, seus
hospitais particulares. Vejo também a sociedade civil contra o programa, porém
ficar na sua zona de conforto é fácil, com certeza esses estão nas grandes
capitais, quero ver estar lá no Buraco do Papôco, nos confins do Grande
Amazonas e precisar de médico e não ter.
Agora tenho ligo que se trata de
trabalho escravo, putz, os caras estão nos seus países sem emprego, vão ganhar
experiência, tem salário também, até o TST, foi caldo pelo MPU, existe
contrato, o salário é padrão ao que estabelece a OMS (Organização Mundial de
Saúde).
Está bem, então vamos fazer o
seguinte, vou perguntar, qual médico formado na UNB, ou em uma de outra
Universidade Federal que queira trabalhar em São João do Camburão no Acre, lá
onde o vento faz a curva, claro que nenhum, então deixa o povo trabalhar, são
médicos, só querem ajudar. Entendi o que tu me perguntaste, como os médicos de
Cuba vão se comunicar? Vamos por parte. É o seguinte, alguém, algum médico sabe
como os “Mãxineri e Apurinã”, índios do Acre, dizem quando estão com cólica
renal? Poxa, caramba, existe exames para que em? Na minha santa desgracença,
aprendi a arranhar espanhol em menos de um ano. Sabemos que os médicos não
querem assumir em qualquer hospital, claro, tem que boa remuneração, um exemplo
é os últimos concursos no HFA, menos de 10% do que passaram, estão lá hoje.
Pedriatra para quem não sabe, hoje é a especialidade mais difícil de encontrar,
lascou brother, teu filho vai ficar sem assistência, teu neto.
Que vem sim, e quem venham muitos
médicos quando for necessário, e que sejam bem vindos!
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